Caderno de Campo

 

é difícil resistir a um apelo assim.

Desde há 5 anos que este conjunto de malta trabalhadora e generosa batalha por um Portugal mais justo para os que estão na base da cadeia laboral (e, portanto, também social): os precários e os desempregados. Estou aqui há pouco mais de um ano, mas muito orgulhosa de pertencer a este grupo de gente boa e que faz tanto, tantas vezes a grandes custos pessoais. É uma tarefa que não traz visibilidade, ribalta ou poder, antes pelo contrário.
Dia 7 de Julho (de 2012) os Precários Inflexíveis convertem-se numa associação nacional (oficial) de combate à precariedade. Gostava imenso de vos encontrar lá,  para festejarmos este nosso grande passo, e o começo de mais e mais luta.

e das mais bonitas

tradução livre * dizem que uma pessoa morre duas vezes: uma, quando deixamos de respirar e uma segunda vez, mais à frente, quando alguém diz o nosso nome pela última vez.

Estação após estação, apeadeiros incluídos, vêem-se as modas mais parvas, feias, bizarras e desconfortáveis. Esta coisa que me assenta como uma luva na meia estação, continua a ser usada em exclusivo pelos reformados do norte da Europa. Não percebo.

clicar para ver melhor:

A igualdade de género na linguagem [um dos meus ódios de estimação] fica tema para outro dia. A igualdade de género em tudo o resto está cada vez mais longe de se alcançar, e é por essa que nos devemos bater.

A separação começa nos pequeninos, as ‘marcas’ ajudam muito nisso (talvez pensem que vendem a dobrar), por exemplo na roupa, falando dos 0 aos 7 que é a minha experiência pessoal. É muito complicado comprar uma roupa para menina que não tenha: cor-de-rosa, brilhantes, folhos ou hello kitty. É muito complicado comprar roupa para rapaz que não seja cinzenta, castanha ou azul escura, ou com desenhos alusivos a skate, graffitti ou coisa do género. As roupas de menina são cintadas, logo a partir de tenra idade, apesar do corpo de uma menina de 4 ou 5 anos não ter absolutamente curva nenhuma a mais do que o de um rapaz, o que faz com que até umas simples calças de ganga, ou uma t-shirt lisa sejam diferentes na secção rapaz ou rapariga.

Nos brinquedos a coisa torna-se obscena: desde os 2/3 anos que às meninas calha tudo o que tenha que ver com a lida da casa (desde a costura à cozinha), com os filhos (do biberon ao carrinho para passear) e com a aparência (jóias e maquilhagem). Para os meninos ficam as máquinas, carros, robots, construções e gadgets.

Este post surgiu por causa deste outro, do Artur mas também porque há umas semanas atrás me deparei com isto:

A Playmobil e a Lego eram os últimos redutos de brinquedos ‘genéricos’. Ou antes, agenéricos, sem género. A primeira já começou a fazer umas casas de bonecas e outras cenas com o símbolo de menina na embalagem, para explicitar bem o público-alvo daquele brinquedo (não vá alguém enganar-se!). Agora foi a Lego. São blocos de construções, bolas! Era preciso isto? Por mais uns tostões?

 

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