Caderno de Campo

Enfados de estimação: poesia e jazz

Posted on: 22/04/2010

Estava ontem a  cogitar sobre o facto de não ligar pevide à poesia* (veio a propósito de mais um poesia em vinyl que deve ser uma coisa até com piada, especialmente para quem nunca foi às quintas de leitura) o que é muito mal visto entre os meus pares, e lembrei-me que acho o jazz uma grande seca, o que é bastante mal visto entre os meus ímpares e o meu irmão do meio.

poesia jazz
romance pop
ensaio música clássica
ficção científica heavy metal
de vampiros hard rock **
contos indie ***
biografias fado
david lodge vampire weekend
ian mcewan the xx
auto ajuda tony carreira ou diana krall
margarida rebelo pinto ramones****
borges andrew bird ou frank zappa
josé luís peixoto divine comedy


* com raras excepções para os muito apreciados movimentos poéticos do poeta macaco, atum.
** não sei bem se é hard rock porque não percebo nada disto mas estou a pensar assim em guns n roses e bon jovi, rod stewart, talvez…
*** no meu tempo só havia indie (ou alternativa) e derivado ao facto de eu não perceber nada disto chamemos-lhe antes “música que passa na Radar”
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11 Respostas to "Enfados de estimação: poesia e jazz"

em minha defesa devo dizer que não sou completamente imune à poesia, ainda outro dia me apaixonei por este poema que a menina anita nos mostrou:
http://arspoetica-lp.blogspot.com/2010/04/roger-wolfe.html
para além de me dar um imenso prazer (como já antes expliquei) a poesia ouvida, pel’ A Naifa, por exemplo, e pelos admiráveis cantautores que nos rodeiam.
e também há coisas de jazz que tocam. mas são realmente pontuais.

olha que a poesia desse trapézio sem rede é óptima para curar essas imunidades…
poesia muito boa e muito pouco armada ao pingarelho.

Cá por mim não precisas de te defender, percebo-te perfeitamente. 🙂 E colocares “derivado” numa frase, só isso já é verdadeira poesia.
A analogia está perfeita, só falta o fado. Onde é que ele entra?

oh, alguém que me compreende, talvez derivado de termos convivido muito nos últimos anos.
o fado já lá está, foi introduzido posteriormente, à socapa. mas aceitam-se mais sugestões, é um work in progress, conto com a colaboração de todos os meus 17 leitores!

Mas o que é que o pop aí está a fazer?? Os pulp? O jarvis cocas, os smiths, erasure etc etc … super pops.. estás a negá.los? sniff.

Eu acrescentaria a essa lista as coisas minimais e experimentais que são mais chatas que o raio. Ah e claro pontos negros e o rebanho de evangélicos. Tudo o resto está ok. No fado fazia a excepção do Camané.

não, não, não, percebeste-me mal: os meus enfados são só o jazz e a poesia.
a coincidência é que ambos são os filhos pródigos de cada uma das suas artes, o que me levou àquele quadro de paralelos entre a literatura e a música.

ramones – margarida rebelo de sousa

era pinto, a margarida, não sei o que me aconteceu. e escreve apenas com três acordes, daí a associação aos ramones. senti esta necessidade tremenda de me justificar, sobretudo para responder ao meu comentário, o único sem uma atençãozinha aqui. és uma bully.

eu estava só a dar-te espaço para a tua habitual auto-crítica (mas pelo sim pelo não fui googlar margarida rebelo de sousa e andem aí algumas).
agradeço o esclarecimento porque não estava a conseguir ligar os ramones à pinta guidinha nem por mais uma (a não ser talvez na frase “i wanna be sedated”). para me redimir actualizei a tabela e inseri-vos.

este é óbvio: sting – paulo coelho

vou ter que discordar: sting – miguel sousa tavares

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