Caderno de Campo

Às vezes sou tão descrente nas gerações vindouras.

Posted on: 10/02/2010

Mas é só às vezes.
Quando eu era mais nova – por volta dos meus 20 anos – pensava “xiii, a minha geração é uma cambada de putos ignorantes, miúdos que não sabem pensar, arrogantes e mal educados – o que isto vai ser quando for a vez desta gente gerir o país?”
Depois comecei a olhar para os que tinham mais 10 / 15 do que eu – a geração intermédia entre mim e os meus pais – e pensei “caramba, estes broncos ainda vão lá chegar primeiro, não são tão ignorantes como os da minha idade mas é tudo uma cambada de tecnocratas orgulhosos que só pensam no poder e no dinheiro e nos bens materiais e no culto do corpo e da imagem” (sim, que para estereotipar, estou cá eu).
Passei portanto, a minha adolescência e princípio da idade adulta a achar que a última geração com alguma inteligência, cultura, preocupação social e capacidade de fazer algo de bom, era a que tem agora aproximadamente 60 anos.
Começo a achar que tinha razão.
Infelizmente não tenho fé nenhuma na geração do meu filho.

(vinha hoje no Público)

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5 Respostas to "Às vezes sou tão descrente nas gerações vindouras."

Eu já fui mais descrente. Começo a acreditar nestes piolhos com mais consciência ambiental e potencial tecnológico. A sociedade está a mudar por isso o futuro não me parece que avance nos nossos moldes. Mas não será menos interessante por isso. Não me apetece ser uma “velha do restelo” a apregoar o fim dos tempos e como na minha altura é que era bom. Acho que eles vão dar uma volta a isto. Se calhar a revolução não se fará nas ruas mas nos seus computadores.

Boa, Gorgulha, estou contigo! Não é pior, é só diferente. Bom… desde que de vez em quando vão à rua também. 🙂

Fuck, estou uma autêntica velha do restelo, é mesmo isso, não há outra expressão…
Bom, lá consciência ambiental têm eles, que são bombardeados desde que entram na escola com esses conceitos: proteger a natureza, reciclar, etc. Agora quando essa consciência começar a colidir com o seu individualismo, egoísmo e consumismo, vamos ver o que fala mais alto.
De qualquer modo a consciência ambiental e o potencial tecnológico das gerações vindouras não me dá tranquilidade em relação à parte social, política, familiar, cultural, …, …
Ainda bem que tenho amigas optimistas!! Valha-me isso!

Para o óptimismo estou cá eu!! LOL

optimismo sem acento. Desculpa os erros ortográficos… é a pressa!

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