Caderno de Campo

Ah grande António Prestes!

Posted on: 09/12/2009

Uma das vantagens da minha profissão é lidar com os mais diversos tipos de conteúdos, não fora isso e o tema “autores de teatro português do século XVI” era coisa para me passar ao lado uma vida inteira (depois da costumeira dose de Gil Vicente a que a minha geração tinha direito ali pelos 13/14 anos) mas leiam-me lá este prólogo e digam se não ficam logo com vontade de devorar uma obra com este rol de protagonistas:

“Auto feito por António Prestes, chamado da Ave Maria, em que entram as figuras seguintes:
um Diabo, a Sensualidade, a Velhice, a Mocidade, o Engano da Vida, Pensamentos Vãos, todos foliando; um Cavaleiro, a Razão, um moço do Cavaleiro, chamado Contentamento Terrestre, o mestre das obras chamado Bom Propósito, três pedreiros: um Bom Trabalho, outro Bom Serviço, outro Bom Cuidado; dois filósofos: um Heraclito, outro Demócrito; três Vícios, três Potências, o Esmolar, o Jejum, um ratinho (= criado beirão) chamado Ganhar Pera Roins, três Salteadores, três anjos: Miguel, Gabriel, Rafael.”

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